quarta-feira, 11 de setembro de 2013

História da Kawasaki moto

 
Se você avistar nas estradas e ruas “pequenos mísseis verdes”, capazes de atingirem velocidades espantosas, saiba que uma verdadeira KAWASAKI, cujo codinome é NINJA, passou por você. Foi assim que a marca conquistou milhares de consumidores que buscavam em suas motos o sentimento de liberdade e o prazer de pilotar ao som do ronco de um motor extremamente potente. A marca japonesa também brinda seus fiéis seguidores com as tradicionais motos estradeiras VULCAN, os modelos de motocross, vencedores em diversas competições internacionais, além de Jet-Ski que traduzem o verdadeiro DNA da KAWASAKI. 

A história 

A história teve início em 1878 na cidade de Tóquio quando Shozo Kawasaki fundou a empresa Kawasaki Tsukiji Shipyard como um estaleiro para construir navios de aço transoceânicos. Em 1896 a empresa começou sua expansão para outros segmentos como construção e transportes. Além de fabricar barcos, passou a construir pontes, locomotivas, vagões e aviões, e, em 1906, produziu os dois primeiros submarinos fabricados no Japão. A história da KAWASAKI começaria a mudar após a Segunda Guerra Mundial, período em que a empresa se encontrava em enormes dificuldades, pois a produção de aviões para os chamados “kamikazes” era uma péssima imagem para o negócio. Com o fim da produção de aviões a empresa passou a ter disponíveis muitos recursos e mão de obra ociosa. Em 1949, a divisão aeronáutica da empresa começou então a pesquisar e desenvolver motores para motocicletas.
Foi então que, em 1954, a KAWASAKI passou a produzir os primeiros motores para motocicletas, como forma de melhorar sua imagem no período de pós-guerra. O primeiro motor, com 58cc de dois tempos, foi construído para a empresa Meihatsu Company. Nesta época a KAWASAKI se aliou a Meguro, fabricante de motocicleta mais antiga do Japão (produzia motos desde 1937), que depois da Segunda Guerra Mundial não conseguiu mais se desenvolver. Para a empresa era perfeito, pois adquiriu todos os direitos da antiga empresa no Japão e na Ásia, utilizando suas instalações para montar uma rede de distribuição. Já em 1961, a linha de produção na cidade de Kobe, construída exclusivamente para motocicletas, fabricava motocicletas Meguro com motores KAWASAKI de 50cc a 500cc.
No an o seguinte a primeira motocicleta que carregava o nome KAWASAKI, uma B8 com 125cc, foi produzida e lançada no mercado oficialmente, dando início a uma das mais conceituadas marcas do segmento. No ano de 1963 a empresa Meguro se fundiu oficialmente com a KAWASAKI, e, pouco depois, em 1965, estabeleceu escritório de vendas na cidade de Chicago nos Estados Unidos, localizado em um velho armazém de carne. No ano seguinte lançou no mercado a W Series, motocicletas quatro tempos com motores de 650cc. Ainda neste ano, a empresa ingressou oficialmente no importante mercado americano com a fundação da subsidiária American Kawasaki Motorcycle Corporation.

Nesta época, a KAWASAKI não possuía quase nada nos Estados Unidos: não tinha consumidores, distribuidores e muito menos uma imagem no mercado. Mas tinha algo muito mais importante: um forte desejo de sucesso e uma promessa de produzir os melhores produtos. A KAWASAKI negociou com empresas particulares para distribuir inicialmente pequenas motocicletas que eram comercializadas com o nome Omega. Porém os consumidores americanos queriam motocicletas mais potentes e a empresa respondeu com o lançamento da SAMURAI (moto de 250cc lançada em 1967); da AVENGER; e da incrível MACH III (lendária motocicleta que estreou o famoso motor H1 refrigerado a ar de 500cc, lançada em 1969), responsável pela criação da imagem da marca no mundo, e que já eram comercializadas com o nome KAWASAKI. Foi também no final desta década que a marca conquistou seu primeiro título mundial em competições esportivas. Este fato deu incrível visibilidade para a KAWASAKI no mundo.

No início da década seguinte, a gama de modelos foi ampliada com o lançamento do modelo H1A em 1971 e da lendária moto de 900cc chamada Z1 dois anos mais tarde. Foi também nesta década que um dos diretores da empresa solicitou ao departamento de desenvolvimento de produtos que criasse uma espécie de “brinquedo” à motor para ser oferecido como presente aos melhores clientes do estaleiro do grupo. Foi então que a KAWASAKI comprou a patente de um designer californiano e ofereceu de brinde a seus clientes uma moto-aquática. O “brinde” fez tanto sucesso, que a empresa resolveu lançar no mercado, em 1973, o primeiro JET-SKI (marca registrada da KAWASAKI) do mundo, sendo durante quase uma década a única produtora mundial de modelos de moto-aquática. Hoje, após 28 anos da produção, a KAWASAKI já fabricou mais de 390 mil unidades.

No final desta década, em 1978, novos modelos foram lançados no mercado como o Z1300, uma motocicleta com 1280cc e 297 kg de peso, que foi totalmente redesenhado em 1983 e ganhou o nome de ZG1300; e a ZN1300A Voyager, uma moto de passeio equipada com porta-malas, rádio AM/FM, computador de bordo e assentos confortáveis. No início da década de 80, mais precisamente em 1981, a KAWASAKI lançou no mercado seu primeiro triciclo. Pouco depois, em 1983, apresentou ao público no Salão de Paris a motocicleta GPZ900R, que começou a ser vendida mundialmente no ano seguinte com o prefixo NINJA, uma moto que estava bastante à frente de suas rivais, tanto em termos técnicos, como em design. Não demorou muito para a moto se transformar na mais vendida do mundo e um dos ícones da fabricante japonesa.
O ano de 1984 foi marcado pelo surgimento de outro ícone da marca: a KAWASAKI VULCAN, que desde então passou a designar as motocicletas “custom” e “cruiser” da empresa japonesa, geralmente equipadas com motores V-Twin. Pouco depois, em 1985, a empresa expandiu sua linha de produtos com o lançamento de seu primeiro quadriciclo, que, em 1989, ganharia tração 4x4. A década de 90 tem início com a fabricação de outro modelo que faria enorme sucesso: ZZR1100. Depois foi a vez da Ninja ZX-9R (1994), a ZX-6R (1995) e a ZX-7RR (1996), que abriram caminho para a entrada em grande estilo no novo milênio por parte da marca “verde” (como ficou conhecida a KAWASAKI devido a cor de suas motos).
Em 2000 foi lançada a primeira Ninja ZX-12R, e em 2003 a Ninja ZX-6R, equipada com um ágil motor de 636cc, que surpreendeu tudo e todos. Um ano depois aparecia a Ninja ZX-10R, uma moto marcante devido à potência e sensações únicas oferecidas. Mais recentemente a KAWASAKI apostou em um público mais jovem, mas que pretendia ter uma moto com características esportivas. Assim surgiu a Ninja 250 R, uma moto que rapidamente conquistou fãs por todo o mundo. A partir de 2008, com a inauguração de sua primeira concessionária oficial em São Paulo, a marca japonesa começou a vender seus produtos no país. Pouco depois, em setembro de 2009, demonstrando confiança no mercado brasileiro a KAWASAKI inaugurou uma fábrica no Pólo Industrial de Manaus e deu início a produção nacional da Ninja 250R. Com apenas três anos de operações no Brasil, a KAWASAKI já contava com mais de 60 concessionárias autorizadas nas principais cidades do país. Recentemente, em 2011, a montadora japonesa apresentou a Ninja ZX-14R, que de acordo com a empresa é “a moto de série com aceleração mais potente do mundo”.


A história do verde

A tradicional cor verde da KAWASAKI surgiu para se tornar um ícone da marca em competições esportivas. O ano era 1968 e o Paddock de Daytona estava movimentado quando a KAWASAKI apresentou sua motocicleta de competição A1R pintada de um verde escandaloso. Verde era considerado uma cor de azar, a cor que todos evitavam. Por deliberadamente escolher o LIME GREEN, a marca anunciou para o mundo que o pensamento convencional não seria uma barreira para a conquista de novos desafios. O verde fez tanto sucesso que sanhou as ruas e se tornou parte importante do reconhecimento da marca na mente dos consumidores.

A evolução visual

A identidade visual da marca KAWASAKI passou por uma transformação radical em relação ao seu primeiro logotipo.

Dados corporativos
Origem: Japão
Lançamento: 1961
Criador: Kawasaki Heavy Industries
Sede mundial: Tóquio e Kobe, Japão]
Proprietário da marca: Kawasaki Heavy Industries Ltd.
Capital aberto: Não (subsidiária)
Chairman: Tadaharu Ohashi
Presidente: Hiroshi Takata
Faturamento: Não divulgado
Lucro: Não divulgado
Vendas globais: 471.000 unidades (2010)
Presença global: 120 países
Presença no Brasil: Sim
Funcionários: 30.000
Segmento: Veículos de transporte
Principais produtos: Motocicletas, Jet-ski, triciclos e motores marítimos
Principais concorrentes: Yamaha, Honda e Suzuki
Ícones: A motocicleta Ninja e a cor verde
Slogan: Let the good times roll.
Website: www.kawasaki.com

A marca no mundoAtualmente a KAWASAKI MOTORS, subsidiária integral da Kawasaki Heavy Industries, conglomerado japonês que fabrica desde caças de combate, aviões utilitários, helicópteros, até navios, tratores, trens, robôs industriais e equipamento aeroespacial, comercializa suas motocicletas, Jet-Ski (segmento onde a marca é líder mundial), motores marítimos, quadriciclos e triciclos em mais de 120 países ao redor do mundo. Em 2010 a empresa vendeu 471.000 mil veículos no mundo inteiro.

Você sabia?

● KAWASAKI RACING TEAM é a equipa oficial da montadora japonesa no campeonato do mundo de MotoGP. O primeiro título mundial da marca aconteceu na categoria 250cc em 1969 com o piloto Dave Simmonds. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

História da moto Suzuki

A Suzuki é uma marca japonesa de renome internacional e isso deve-se ao sucesso dos seus modelos nos mais diversos mercados. Conheça um pouco mais acerca da moto Suzuki e porque é que esta é uma marca multifacetada.

A origem da empresa Suzuki

A Suzuki foi fundada por Michio Suzuki na aldeia de Hamamatsu, no Japão, no ano de 1909. Inicialmente, a empresa dedicou-se à construção de teares, cuja particularidade era o facto de serem acionados com os pés. Tratava-se de máquinas específicas muito delicadas e complexas que tinham a capacidade de transformar fios em tecido e isso revolucionou toda a indústria têxtil. Os teares da Suzuki passaram a ser conhecidos em toda a parte e essa notoriedade e confiança fez com que a marca japonesa tivesse um enorme sucesso comercial.

A primeira produção de automóveis

Depois de estar ligada mais de 30 anos à produção exclusiva de teares, a Suzuki deparou-se com uma situação insólita: a construção dos seus teares era tão perfeita que eles dificilmente avariavam ou ficavam desgastados e, como tal, não precisavam de ser substituídos. Esta situação fez com que o responsável principal da marca, Michio Suzuki, adotasse uma nova estratégia e posicionamento de mercado. Assim, em 1937, a Suzuki começou a dedicar-se à produção de automóveis. Os primeiros veículos tinham um motor de quatro cilindros, de quatro tempos e 13 cavalos de potência. Porém, a II Guerra Mundial estava prestes a rebentar e isso fez com que este projeto fosse abandonado, pois, para o governo japonês da altura a produção de carros civis era dispensável.

Como surgiu a primeira moto da Suzuki

Depois da II Guerra Mundial, os japoneses tinham necessidade de adquirir um meio de transporte pessoal, prático e seguro. Nesse sentido, em 1952, a Suzuki apresentou a sua primeira moto na forma de uma bicicleta motorizada, a Suzuki Power Free. Tratava-se de uma moto com um motor de dois tempos de 36 cc e distinguia-se das demais pela sua facilidade de construção e baixo custo. Era um meio de transporte exclusivo, muito prático e fácil de ser conduzido e surgiu com o intuito de acabar com as dificuldades de mobilidade da população japonesa. Esta inovação tecnológica deu origem ao aparecimento de muitos outros modelos e isso foi suficiente para nascer uma das empresas mais conhecidas em todo o mundo, a Suzuki Motor Corporation.

A produção dos veículos de quatro rodas

Em 1954, a Suzuki produzia cerca de 6.000 motos por mês com o intuito de satisfazer todos os pedidos que lhe eram dirigidos. Contudo, a marca japonesa não se ficou por aqui e lançou novos projetos para o mercado, como por exemplo o Suzulight. Tratou-se de um automóvel que deu início à era dos compactos no Japão e, à semelhança das motos, foi um verdadeiro sucesso comercial. Este veículo de quatro rodas tinha um motor de dois tempos, de 360 cm3, suspensão independente e foi um dos pioneiros nos projetos de tração dianteira.

O êxito que a Suzuki alcançou na produção de automóveis levou a empresa a investir ainda mais, separando os diversos ramos de atividade que possuía. Por outro lado, nesta altura, assiste-se à expansão internacional da marca, o que permitiu que a Suzuki aumentasse significativamente a produção da sua linha de veículos.

Em 1958, a empresa adota o “S” como o seu logótipo oficial e, no ano seguinte, todas as motos passaram a ter o logótipo da marca desenhada nas laterais do tanque e do motor. 

Os anos 60 e a gama TM

Nos anos 60, além das scooters, existiam as motos A1OO, A50 e A80 com 5 marchas de velocidade e todas elas ofereciam uma ótima performance na estrada, principalmente no trânsito citadino. A série Scooter começou com o lançamento da moto FR50, no entanto, um dos maiores sucessos comerciais da Suzuki foi a produção da série TM. A gama TM estava voltada para as corridas de competição e este foi um dos segmentos onde a Suzuki se tornou mais popular, conquistando a admiração dos riders mais aventureiros. O sucesso obtido nas pistas de corridas permitiu a construção e desenvolvimento de novas séries e modelos e isso foi determinante para a melhoria do motociclismo mundial.

A expansão mundial da Suzuki

A partir da década de 60, a Suzuki teve um crescimento gigantesco e foi ganhando uma enorme importância e notoriedade em vários segmentos de mercado. A marca japonesa destacou-se pelas suas inovações e avanços tecnológicos. Das principais inovações, destacam-se as seguintes:

:: A construção do primeiro automóvel com tração às quatro rodas, o LJ, que dois anos mais tarde passaria a ser chamado de Jimny;
:: A criação da primeira cadeira de rodas motorizada, nomeadamente a Suzuki Motor Chair Z600;
:: A produção de casas pré-fabricadas;
:: A comercialização de motores navais;
:: O lançamento do quadriciclo QuadRunner LT 125;
:: A introdução de várias séries de motos de competição, como a GT, GS e a GSX. Estas séries trouxeram consigo novos modelos que competiram diretamente com os modelos da concorrência, nomeadamente a Honda e Kawasaki;
:: A produção dos mais variados modelos de competição, como a RE-5, a RG 500, GSX 750, GSX 1100 Katana, GSX R 750, GSX R 1100, entre outras, que conduziram a inúmeros títulos mundiais, nomeadamente nas várias categorias dos Mundiais de Supercross, Motocross e todo-o-terreno (TT);
:: O lançamento de vários tipos de motos (Custom, Supersport, Street, Sport Enduro Tourer, Scooters) de modo a satisfazer os gostos e necessidades de todos os motociclistas. 

A Suzuki nos dias de hoje

Atualmente, a Suzuki continua a inovar com modelos futuristas como a B-King e a incontornável Hayabusa 1300 que começou a revolução das superbikes em 1999.A Bandit e outros modelos excitantes incluem a produção do modelo Gladius e da GSR 600, assim como a série DL, cujos modelos 1000 e 650 estão entre as motos mais versáteis do mercado mundial. Também é de realçar que a Suzuki conquista continuadamente novos segmentos de mercado, como por exemplo o das motos 125 cc, graças ao lançamento dos modelos Burgman e Intruder e esse é um dos segredos do sucesso da marca japonesa. A Suzuki é, sem dúvida, uma das marcas mais apreciadas e conceituadas em todo o mundo e é por isso que todos os anos consegue vender cerca de 2 milhões de veículos.

História da Harley Davidson


A Harley Davidson é uma das marcas de motos mais conceituadas e referenciadas em todo o mundo. Conheça a história da Harley Davidson e saiba o porquê desta marca ser um símbolo de uma nação e motivo de orgulho de todos os motards. 

O nascimento de uma lenda

Os fundadores da Harley Davidson, William S. Harley e Arthur Davidson, começaram por construir um veículo de duas rodas que era alimentado por um motor de um cilindro de combustão a gasolina. Tratava-se de um motor único, com 410 cm3 que desenvolvia três cavalos de potência. Estava equipado com uma válvula de admissão automática e tinha um sistema de transmissão de correia. Esta foi a primeira moto construída pela Harley Davidson e ficou conhecida como a lendária Silent Gray Fellow.


A origem da Harley Davidson

A Harley Davidson é uma empresa de motos norte-americana que foi fundada na cidade de Milwaukee, estado de Wisconsin, no início do século XX, nomeadamente no ano de 1903. O seu aparecimento deve-se à ação de dois jovens, William S. Harley e Arthur Davidson, que resolveram instalar um motor num quadro de uma bicicleta, com o intuito de se deslocarem de uma forma mais rápida e confortável nas subidas e competições. Este feito foi um tremendo sucesso na época e isso permitiu lançar as bases de uma das empresas de motos que viria a ser uma das mais conhecidas em todo o mundo, a Harley Davidson.

O crescimento da Harley Davidson no início do século XX

No ano de 1907, juntaram-se os primos William e Walter Davidson à empresa e a marca começou a ficar cada vez mais conhecida, aumentando a sua produção para mais de cem motos por ano. Nesse mesmo ano, a fim de fazer uma demonstração da qualidade das motos fabricadas, Walter Davidson participa e vence uma famosa corrida de resistência. Além da vitória, conseguiu estabelecer um novo recorde ao percorrer uma distância de 300 quilómetros com menos de cinco litros de combustível e isso foi suficiente para a polícia americana começar a equipar a sua frota com motos Harley Davidson. Em 1909, Bill Harley construiu o primeiro motor V-Twin com sete cavalos de potência e foi nesta altura que nasceu o “famoso” ângulo de 45 graus, um dos símbolos principais da marca.


A Harley Davidson durante a I e II Guerra Mundial

A Harley Davidson teve um papel preponderante no auxílio das tropas americanas durante a I e a II Guerra Mundial.

A primeira Guerra Mundial

No apogeu da I Guerra Mundial (1917), um terço de todas as Harleys Davidsons foram enviadas para o exterior com o intuito de ajudar os soldados em combate e a minimizar os seus esforços de guerra. No ano seguinte, cerca de metade das motos produzidas foram vendidas ao exército dos Estados Unidos da América (EUA), com o intuito de reforçar a sua armada. No final da guerra, foram utilizadas cerca de 20.000 motos, sendo que a maioria delas foram Harley Davidson. Este foi o período que consagrou a Harley Davidson como a maior fábrica de motos em todo o mundo, com cerca de 2.000 concessionários em mais de 67 países diferentes.

A segunda Guerra Mundial

Durante a II Guerra Mundial, a Harley Davidson continuou a atender ao chamado dever patriótico e enviou os seus modelos para o exterior para ajudar nos esforços de guerra. Nesse sentido, construiu mais de 80 mil motos de 750 cm3 nas versões WLA, WLC, WSR, com e sem carro lateral. Durante este período, a quase totalidade das motos produzidas pela Harley Davidson foram máquinas militares.
O símbolo do sonho americano

Depois da II Guerra Mundial, as motos Harley Davidson passaram a ser utilizadas em massa e isso foi suficiente para serem consideradas um símbolo do sonho americano. Nesse sentido, a compra de uma moto Harley Davidson garantia uma igualdade de oportunidades entre todos e representava o esforço e a determinação de cada um em atingir os seus objetivos de vida. A introdução do modelo Sportster (1957), um dos maiores sucessos da marca, também desempenhou um papel fundamental na aproximação, união e fraternidade de todos os motards e essa sempre foi a imagem de qualidade da marca.
A entrada em bolsa

No ano de 1965, assistiu-se ao início de uma nova fase na história da Harley Davidson: a entrada em bolsa. A empresa American Machine Foundry (AMF), um fabricante norte-americano de produtos de lazer, adquiriu a maioria das ações da Harley e, em pouco tempo, o logótipo da AMF começou a aparecer nos tanques de todas as Harleys.

Com esta fusão de interesses, a produção das Harley Davidson passou de 15.000 para 75.000 unidades por ano, contudo, a qualidade das motos e dos materiais utilizados diminuiu consideravelmente.

A partir da década de 70

A partir da década de 70, assistiu-se a uma série de mudanças que permitiram à Harley Davidson desenvolver novos modelos, mais rápidos e completos, que vieram revolucionar o mercado motociclístico mundial. São disso exemplo, o lançamento da Cruiser, Low Rider, Electra Glide Sport, Softail, a Dyna e a Fat Boy, entre outras. Estas alterações permitiram que a marca americana se tornasse mais competitiva nas pistas e no asfalto e isso permitiu reforçar a sua posição no mercado face às investidas e desenvolvimento das marcas japonesas.


Os anos 80

Na década de 80, treze executivos seniores da empresa assinaram uma carta de intenção para comprar as ações da Harley Davidson que pertenciam à AMF e, em junho desse mesmo ano, a compra foi concretizada. A partir daqui a marca adotou a frase “The eagle soars alone” (A águia voa sozinha) e seguiu o seu próprio caminho. Em 1983, deu-se o aparecimento do Grupo de Donos da Harley (Harley Owners Group – HOG), uma instituição que patrocinava corridas, organizava eventos e mantinha todos os motards em contacto. Em 1984, na primeira corrida organizada pelo HOG estiveram presentes 28 motards; hoje existem mais de 750 mil membros.


As Harley Davidson nos dias de hoje

Atualmente, a Harley Davidson é uma das marcas de motos de referência no motociclismo mundial, pois a sua condução é única e incomparável em relação às demais. A marca americana está presente em todos os continentes e produz cerca de 280 mil motos por ano.

Também se destaca a diversidade da sua oferta, que oferece mais de 28 modelos diferentes para todos os gostos nos mais de 1300 postos de vendas espalhados em todo o mundo. A marca também comercializa roupas e acessórios e distingue-se, principalmente, pela venda de atitude e estilo de um motard e esse é o verdadeiro espírito da Harley Davidson.

Imagens e Pensamentos